fbpx
Pular para o conteúdo

A Meditação e a sua respiração – Entenda os benefícios

Meditação e Respiração

04.03. A Meditação e a respiração

Meditação e Respiração

A respiração muitas vezes é utilizada pelos meditadores como algo a ser observado ou alterado; a respiração consciente causa mudanças na química do cérebro, proporcionando, a princípio, níveis de oxigenação diferenciados. Outro aspecto importante é a região do tronco utilizada na respiração. A respiração abdominal tem um efeito fisiológico distinto, em um estudo sobre os efeitos da respiração profunda concluiu-se que a respiração abdominal (VAB) promove um estado de predominância de ondas alfa de alta, que resulta em uma sensação de vigor e um estado de redução da ansiedade.

Somado a isso temos níveis mais elevados de serotonina disponível (medida pelos níveis de 5-HT) que estão associados a níveis mais baixos de depressão (FUMOTO, et al. 2004).

Também foi descoberto que a exalação e a inspiração produzem efeitos fisiológicos diferentes sobre o cérebro e sobre os outros órgãos. As células nervosas se iluminam nas imagens dos exames durante a inalação e atenuam essa iluminação durante a expiração.

“Durante a meditação, a respiração tende a retardar, voluntária ou involuntariamente e passamos a usar um tempo maior para a exalação do que para a inalação, aspecto inverso daquele que observamos quando o indivíduo está em uma situação de medo” (AUSTIN,1999, p. 94)

“Quando sentimos medo, mais tempo é gasto na inalação do que em exalação, e a respiração tende a ser peitoral e não abdominal. Quando experimentamos relaxamento, mais tempo é gasto na exalação, a respiração tende a ser mais baixa, no abdômen” (AUSTIN, 1999, p. 95).

Aparentemente, ritmos de respiração também afetam o cérebro, particularmente na amídala.

“Quando a respiração é tranquila e não há expiração prolongada, as células nervosas na amídala, onde o medo é experienciado, reduzem seu nível de atividade, resultando em relaxamento físico” (AUSTIN, 1999, p. 98).